Cair,
levantar, antecipar, alucinar – repetição.
Ninguém
quer saber.
(Excerto)
É um horror
cerebral pensarmos que não nos lembramos de nada antes de nascermos
– nem mesmo dos primeiros anos em que já respirávamos e chorávamos por
leite materno enquanto as primeiras cores, agora esquecidas, nos
invadem os olhos – e temermos para onde poderemos ir quando
cessarmos a nossa existência física. Pois que não tenhamos receio –
será igual depois ao que foi antes: oco, vazio, inerte, indolor,
nada.
(Indeterminadamente indisponível no blog. Texto incluído na compilação "o enforcado de cabeça para baixo - e outros contos moribundos", o novo livro do blogger, disponível a partir de 1 de julho de 2026.)
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